
Os corvos estão
no jardim
A hora chora no instante de minha alma
Que vadia finge calma.
Acendo o ócio...
A fumaça vai subindo lentamente no tempo
Cheia de estranhos ritos, ruídos, sombras...
Infinitos sentidos...
Sento-me na cadeira...
O que estou pensando?
Olho com vão olhar o mesmo,
Mal existindo.
Vadio, cansado, olho para mim mesmo
No espelho espaço... e penso...
Um abandonado que jaz vivo brevemente.
Luziandro Hertel Magris
















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