Livro:
Dragão Vermelho:

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(Aquem)

A espera de um quem conheça apenas
um pouco de minha espera...
Uma longa luz no fim do túnel...
de levantar morcegos, deixar comprimidos
e tomar vergonha na cara.
Se algum dia eu morrer, dirão:
Oh!!! Pobre coitado...
Oh!!! Grande covarde...
Mas quem por mim ira chorar de saudade?
Caminho apenas, e a cada movimento,
um arrepio, faz eco...
Vindo de um instante ainda não havido,
a vida correndo...
E eu vou. Pra onde mesmo?.
As hordas de lembranças... nostalgia,
Esta em tudo que ainda estamos ontem, agora.
A quem pertencerá meu instinto,
Meu sentimento,
Meu ato de livre vontade?.
A quem darei a metade de minha alma,
---- Este meu ato de liberdade...?.
Quem ira me abrasar na tristeza
deste mundo com afeto e amor?...
E quem ira dizer que passará
este momento angustiante,
e viverá o meu momento tão desejado,
que somente será mudo,
quando eu por ela for beijado?.
Ela que saberá meus gestos ocultos...
Ela que ouvira minhas palavras mais sinceras....
Ela que saberá o meu frio e sentirá meu calor.
Ela que dançará dentro de mim,
nos tornando para sempre,
Uma eterna unidade.

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(Balanço de débitos e créditos)
Quero um canto pra encostar
Um lugar sem tempo, secreto, só meu.
Pra ficar sozinho,
Pra Ter um minuto de choro...
Daqueles que se chora atrás da porta.
Vou fechar para balanço interno,
Comparar débitos e créditos,
e ver se vale a pena viver,
Em um mundo de ser e Ter.
Terça feira
05/08/03

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(Desejo)
Eu te observo, mesmo que não saiba,
mesmo que não tenha vontade... deste saber.
Saber destes olhos caminhantes de um mais completo silêncio,
que te procuram, que te querem, para enxugar suas lagrimas.
E meu coração te pede, te suplica,
desperta em meu corpo sentimentos outrora esquecidos.
Um minuto basta para saber
se eu irei rir ou chorar...
Deste amor que estar difícil suportar.
Um olhar fixo, um minuto.
Tudo dói lá no fundo de mim...
E então dentro de um minuto
aqui você nasce para sempre,
E eu me calo, eu não sei...
As palavras fogem de mim,
escondem-se assim, indiferentes.
Luziandro Hertel

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(Dor)
Muitos anos em nossas dores ocultas,
Tempestades cheias de ilusões,
abismos de desamores.
Minha dor é Víbora, Dragão, cospe fogo no espirito,
Dragão alado, sobrevoa o coração.
De tudo em mim fica um pouco,
a nostalgia do amanhecer,
de um mundo de ser e Ter,
Aonde o amor não mais vale,
uma moeda de consideração.
Ai vem, mas um alguém,
para me dizer tudo de novo...
O juízo final... a dor.

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(Dragão Vermelho)
Principal Do
Livro
Voa alto nas alturas dentro de minha alma.
Palavras riscadas a lápis, um poema nasce com o bater de suas
asas...
quem corresponde a sua baforada?
qual espada não o ferirá Dragão?
Dragão, quando pousas no rio,
tu faz suas águas transbordarem em meus olhos...
O que posso fazer eu contra ti, se tu és parte de mim?
Eu não sou dono de ti
Tua dona agora tem cabelos de sereia
Olhos castanhos cor de mel
Voz que me perturba a mente.
Dragão, porque morres sempre pela mesma espada?
Desista Dragão, seu coração hoje se encontra traspassado...
E eu?...
Não sei mais.
(Não dedico)
"Quando um homem não encontra a si mesmo, não encontra a
nada"
(Goethe)

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(Estive andando...)
Estive andando por caminhos difíceis.
Eu não tenho tido sabedoria o suficiente para me livrar da
dor,
É difícil saber agora aonde estou, para onde vou.
Os meus olhos se encontram vermelhos nesta estrada
estranha...
Tudo porque você não esta aqui, tudo porque eu ainda não encontrei
nada.
Eu ainda vou caminhar por aqui até que minhas pernas não agüentem
mais,
e se eu não lhe encontrar, eles me chamarão de louco,
me punirão pela minha própria dor, e por suas próprias
ignorância.
Você é inacreditável para muitos, mas eu ainda acredito em
você...
Amor verdadeiro.
Você perdeu, eu perdi, nós perdemos... tudo que temos.
Você perdeu, eu perdi, nós perdemos... tudo que amamos...
Agora não sabemos para onde ir, não sabemos para onde
vamos...
só sabemos que estamos aqui.
Esta é a estrada da vida, seca.
Não vou mais cair nos buracos... eu não gosto dos ratos.
O que vejo, eu não gosto de ver, mas mesmo assim tenho suportado o
que tenho de ser...
Este Homem ido, que anda e anda nesta estrada qualquer.
Esta é a estrada da morte...
Amarga... seca... paladar da vida,
Que eu só espero não morrer de embriagues.
Esta estrada maluca que temos que passar...
Esta estrada maluca que temos que suportar.
Talvez em algum lugar desta estrada,
só uma vez eu possa dizer que fui amado e amei de verdade,
Então eu poderei morrer literalmente em meu estado febril e
cansado.

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(Eu me sinto)
Coloco rosas machucadas e
Livros não lidos sobre minha mesa.
Se estou sozinho, o que é isso?...
Já não é presença, é lugar vazio...
É indefinido.
Eu me sinto escondido no largado
espaço escuro deste quarto.
As luzes do dia não iluminam os meus passos,
Já não ando pelos mesmos caminhos.
Me parece deserto o sentir,
pois ele se sente só, perto de você...
Já não sou a mesma pessoa.
Este tempo que passa na janela,
É cheio de saudades e lembranças...
Tudo isso é vida, e eu sou
o que vai resistindo ao tempo?.
Eu sou pedra vivente, chorando... eu sou cachoeira.
Eu partirei só?, e eu chegarei só?.
Tudo indefinido, pois eu me sinto errado,
Eu me sinto escondido.
Eu não sou tesouro de piratas,
Eu não sou ouro e nem prata...
Mas eu me sinto escondido de baixo deste mar indefinido
dos sentimentos seus, pois dele, eu não obtive resposta...
Somente uma pergunta...
Quem ira me encontrar?
Pois me sinto vazio.
Domingo, 4 de janeiro de 2004
Luziandro Hertel

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(Eu te amaria)
Eu te amaria, mesmo se estivesse suja,
Mesmo se estivesse cansada,
Mesmo se não estivesse nada.
Eu te acharia, mesmo sem recados ou pistas,
Mesmo se meus pensamentos estivessem embaçados,
Mesmo que eu não estivesse nada.
Mas eu dizia que te amaria, sim eu dizia,
E por um instante não sei mais o porquê,
Talves seja por nada...
Por nada Ter tido.
Luziandro Hertel
2003

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(Grito na chuva)
Várias lembranças passam em minha mente,
olhando a chuva caindo calmamente... isso vai Ter fim?.
Lembranças lindas de um tempo distante,
Olhando a chuva caindo neste instante,
E eu sei que isto não vai Ter fim...
Minha dor, sua dor, nossa dor,
Nossas lembranças...
Que fazem parte da vida.
É o meu e o seu grito numa chuva fria e solitária...
É o meu grito e o seu grito num lugar imaginário...
É o nosso amor jogado as traças...
É nossa confiança em quem não se pode confiar...
É somente um grito na chuva solitária da vida...
Nada mais.
Luziandro Hertel
"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
(William Shakespeare)
"O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.
(Balzac)"

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(NADA IMPORTA)
O relógio que não para...
DISSABORES DIÁRIOS...
Confrontos, aborrecimentos...
Que importa?...
Que importa o livro de poesias, estas palavras,
contatos de tantos beijos guardados,
expressões de sonhos, desabafos,
folhas caídas de esperança,
alguma luz da minha inteligência? ...
Que importa a geografia de minha alma?,
Que importa descrever o mundo
se é você que eu quero desvendar?
Que importa uma notícia boa,
se não será mais boa e sim uma desgraça
solitária de ganhar milhões e estar sozinho?
Que importa?!!!
Que posso fazer?
Que importa o tic-tac do tempo,
o cheiro das rosas, os sonhos do
espírito, se você não esta aqui?...
O que quero dizer é...
Que nada importa!!!.
Luziandro Hertel
Sábado, 7 de fevereiro de 2004

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( O caminho )
Já é quase noite.
Minha alma arde por uma coisa que não pode se ver,
somente tentar compreender, longe, nos breus.
Aqui está minha vida,
com um gosto que é amargo ao coração,
que mal posso vivência tudo que vai ou não
refletir em minha vida.
Já é quase hora de amanhecer...
E eu posso ver meu rosto refletido na água
do espelho da minha alma,
que não se parece com nada que eu sou de verdade,
mas sim uma dor que se reflete cheia de adeus.
Sei que posso ir há algum lugar sozinho,
mas não sei se sentirei dor, mas sei que terei que partir.
30-8-01

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(O menino em mim)
O menino em mim,
Já não tem roupas,
Sua comida é silêncio,
Sua espera uma interrogação.
Tão inseguro, sol que se encontra quente,
Correr em direção a uma sombra...
Mas não se chega.
em algum lugar.
Cérebro torturado...
Amor que se deixa deixado.
Coisas, essas "coisas", que duram um longo tempo...
Um tempo que não temos.
Nos bosques o menino vê a beleza das coisas,
Todas elas nos seus indevidos lugares...
Uma ignorância Humana, arrumar o que estamos perdendo.
Menino, cedo terás bons ventos?
Corpo inundando de felicidade?...
ou padecerá de ilusão?.
Sua mente se impacienta,
assim como o seu espírito.
Sim, talvez os mortos sejam melhores do que nós...
Por isso não voltaram de sua viagem?.
O menino em mim não quer se tornar uma lenda nesta noite.
O menino em mim não considera nenhum rei,
Ele não tem lei...
É criado, gera, transforma,
tudo em sua volta.
Respira, chora, grita... adormece.
Um dia vê a luz, outro dia sente a noite...
Para crescer e sentir-se maldito.
O menino em mim é dissidente e cheio de fome, frio... nada
mas...
... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .
Luziandro Hertel

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(O meu amor)
Quando a chuva for embora,
as folhas das árvores gotejaram,
e a terra estará molhada,
e eu estarei aqui com a minha espera ansiosa do amor.
Nunca me esqueci de ser criança,
ainda sinto vontade de brincar na chuva
de sentir o cheiro da terra molhada,
de querer amar, sem esperar ser amado.
Eu troco o dinheiro e a cobiça,
para ser livre, ser a essência
de meu poema.
minha verdade,
minha justiça,
minha virtude...
Esta tudo em um pouco,
Um pouco que me deixaram,
Um tanto que deixei...
em cada um que amei.
Luziandro Hertel
Domingo, 13 de julho de 2003

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( O que eu sinto )
O que eu sinto é superior a inteligência
O que eu sinto é superior ao ego
O que eu sinto é superior ao material
O que eu sinto é superior a tudo...
Pois sem o amor,
o resto se desvanece.
"Onde há muito sentimento, a muita dor"
(Leonardo da Vinci)

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(Paciente)
Que eu seja esse morto paciente,
Morto que ouve uma canção,
Que deixa prisioneiro todas as dores do coração.
Vida...
Velho jardim mortuário de flores de morte,
onde a luz é pouca, e as vezes de uma completa escuridão.
Meu corpo... o dia,
Minha alma a noite, submersa em desejos.
Desce profundo os relâmpagos na minha alma,
palco de toda essa solidão.
Tempos extremos se passaram em claro,
para finalmente atingir seu mundo, seu canto e seu brilho,
minha razão de viver.
Sepultado aqui estou, esperando que você venha me
ressuscitar,
me fazer levantar, me fazer enxergar, me fazer perder
a paciência de como as coisas estão... me fazer viver.
Você retirou a minha conformação...
Me sinto numa estação de incertezas,
aonde não sei, se é a morte ou um novo amanhecer.

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(Sapo)
Você pensa como eu,
Você sente as mesmas dores que eu,
Você fala de coisas que concordo...
Quantas e quantas vezes acordo,
pensando o quanto discordo.
Você sempre intende?
Você sempre concorda?
Você diz que sim, mas será verdade?
Tudo que penso e falo você também sente...
sente a mesma coisa!!!.
Você procura a minha mesma procura,
Você sente as mesmas dores que eu sinto...
Mas você não vê o que eu vejo.
Você procura alguém que sinta o mesmo...
Este alguém sou eu, mas você não vê,
porque esta cega para crer, que esse alguém
que ama tanto você, é simplesmente eu...
O sapo.
Luziandro Hertel
21-9-03
"Só se vê bem com os olhos do coração"
"O essencial é invisível aos olhos"

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(Seu nome)
Eu me sinto com mil anos de abandono,
Sem receber um só pedido da
minha razão ao meu coração.
Tudo esta na minha mente,
no espaço que vejo a frente...
e eu não calculo o assombro que me mira,
quando em meu coração inspira,
chamas e chamas novamente.
Mover-se pelos cantos,
Um respirar profundo me indispõe,
mas a cruz do amor em mim enaltece
um coração que já pensava não sentir...
o abraço e o beijo... o cheiro...
O cheiro cotidiano que muda.
Um sopro de vento que antes não pude percebe-lo,
Faz agora caminho em minha cabeça,
dizendo-me para não esquece-lo.
Tão fraca é a mortal carne, quando a vejo passar,
com sua graça despercebida...
de quebrar mais e mais, o meu nobre coração.
Fogo, fogo!!!... isso foi o que ele disse,
e a sua feliz batida enalteceu-se quando
em seu nome minha mente avisou.
Um pássaro sobrevoa em minha cabeça,
Lembrando-me seu nome,
Me fazendo perseguir os sonhos
que achava Ter perdido sentido.
Os livros mais intelectuais não podem descrever
o meu muito obrigado. Você é a única que pode segurar toda a minha
vida
com seu consentimento, a única que pode obter a chave para o meu
coração
e o livro para entender minha alma e o meu espirito.
Luziandro hertel:
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

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(Dedico a dedicada)
(Seus olhos)
Para os meus pés essa estrada não tem fim,
vivo a caçar, o caçador de mim.
Os olhos deixam de olhar para perto,
vão para longe, para poder encontrar algum
olhar sem adeus.
Ficaram no céu desta madrugada
Muitas estrelas que contei, e com nenhuma delas,
Tive a coragem de te comparar.
As estrelas não realizaram os meus pedidos
Quando na noite supliquei por tua voz.
Nenhuma delas mesmo assim, ouviu os meus gemidos...
Nenhuma das estrelas brilharam e tiveram pena do meu corpo
quando eu estive feito um caracol.
Deste tempo sem promessas eu provei verdades e mentiras...
e tudo o que eu sei, é que minha maior verdade consiste
no amor, em me superar a cada dia...
mas que não quero apostas para desafiar o meu viver.
Amanheceu...
E há alguma coisa linda no céu desta minha manhã.
Demorei demais para perceber, que você é esta estrela da
manhã,
esse sol que me esquenta aqui dentro.
Você que vem ao meu encontro e que me cala no instante,
Eu admito... perdido eu agora me sinto,
Perante o seus olhos encontrados.
Luziandro Hertel
Domingo, 4 de abril de 2004
(Utopia)

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(Sinto falta)
Atração do beijo
Órbita brilhante de desejo
Dar vida Humana a divindade morta
Meu amor nesta vida é fúnebre
É apenas um grão
Que está junto ao meu corpo quente
Sem nenhum minuto de descanso.
Fúnebre vida...
Chove muito
Está embaçado
Chove muito
Meu nariz escorre
Chove muito
Punhal cravado na alma
Ao abandono do carinho
Meu coração não sabe de outra coisa.
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas
tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o
escuro da noite"
(Clarisse Lispector)
"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas
cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei"
(Tagore)

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(Sua dor)
Você, olhos não fixos, sempre tão longe...
Eu sei bem a dor que sente, e sei que ela vai ficar aí por
muito mais tempo que você planejou.
Eu deixei rosas em um vaso branco para lhe dizer que sei,
mas a água ficou vermelha.
Eu sei bem o porque, você é como elas...
Sangra pelos espinhos.
Você, sempre tão longe...
Eu sei aquela dor não tem saído.
Você, sempre tão longe...
Eu sei como é.
Subir do buraco é um começo,
Mas você só perde o controle
E se deixa olhar para o nada.
Eu deixei rosas vermelhas para lhe dizer te amo,
mas não sei se você percebeu.
Suas ocupações circulares não a
deixaram ver as pequenas coisas.
Suas dores tem sido desculpas do tempo, e eu
não sei mais o que fazer, a não ser deixar rosas brancas,
e um pedaço de papel branco, escrito... adeus.

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(Tempo)
Tempo perdido
Tempo esquecido
Que não volta mais.
Ficamos passivos,
de braços erguidos,
olhando para trás...
Vamos por caminhos iguais?.
Teremos “destinos” iguais?
Fechamos para ficarmos sozinhos tentando desatar um nó
que nunca se desfaz, e sempre querendo mais.
Luziandro Hertel

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(Tenho em mim)
Esta frio, meu casaco é meu peito
Que aquece o meu corpo e dá
aos meus olhos um mar infinito...
e muita febre a razão.
Porque o meu amor tem tanta presa
Se dessa presa, só, ele apenas obteve dor?...
---- Eu não sei não senhor!,
Se soubesse, tu sentirias tanta dor?!.
A boca de minha alma tem sede e frio como o deserto
E seja o que for, o seu estômago tem fome,
Ronca durante a noite e não me deixa dormir.
E quando durmo e por fim chega o amanhã,
rouba-me a realidade e me faz desejar a ilusão.
O que me enaltece, parece estar longe
E eu então, no anúncio da madrugada
Passo a noite de olhos abertos, fazendo doces de água e sal.
Tento por força, te dar ou não dar beijos na imaginação,
Tentando estar longe e alheio ao que sinto no coração,
Mas tu és “a onda que tanto bate até que fura”.
Tu, ó mulher que me és grega, tu faz o mar invadir os meus
olhos,
que de desejos invadem o meu ser.
Num copo d’ água então passo a fazer tempestade,
Como uma criança fazendo pirraça,
Chorando por pensar que lhe
Roubaram... o que nunca obteve.

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(Tenho um amigo)
Tenho um amigo chamado “suicídio”.
Ele sempre esta conversando comigo
sobre coisas que jamais pensaria.
Ele vive me lembrando de coisas que não quero recordar.
A família dele é engraçada, nunca vi outra igual.
Sua prima vem sempre me ver,
Ela fica sempre me fazendo chorar.
Seu primo me faz mal, ele sempre vem quando
não tenho nada pra fazer...
Fica me dizendo que ama a sua prima, a “solidão”.
Até já escreveu o seu nome no meu caderno...
“Depressão e solidão”
A família do “suicídio” me surpreende as vezes,
Eles são muito unidos no que fazem,
e quase sempre fazem tudo juntos.
O pai dele fica sempre mandando recado que quer me ver...
mas sempre invento que tenho algo para fazer...
mas um dia irei visita-lo.
O “suicídio” disse que seu pai tá aborrecido
comigo,
por que eu sempre o chamo pelo apelido, não pelo nome.
O nome dele é “Morte”,
achei que ficaria melhor se eu o chamasse de
“destino”.
Luziandro Hertel

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(Tudo permanece)
O que me limita tanto assim, que me sufoca?.
Meus sentimentos revelam rachaduras,
quebrando e sangrando todo o meu coração
O rastejar do tempo durante os dias estão me rasgando por
dentro,
E eu não encontro nenhuma resposta, somente mentiras amargas.
Eu sei o sentindo da perda... eu já ouvi sua voz, eu já senti o seu
controle,
Os deslizes que causa a minha razão, causando-me
indisposição.
Eu conheço o assassino...
Eu provo de seu veneno.
Sem nenhuma resposta, eu sei, eu sinto... somente mentiras
amargas.
Quem pode abafar a tortura de minha alma?
Só se pode contar o que os meus olhos dizem…
para sempre dormir... nada mais.
Luziandro hertel

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(Vem de longe)
Seus pensamentos para mim são nuvens no céu,
Nas raízes dos meus sonhos, são apenas lágrimas de mel.
Nos sonhos ninguém sabe o que poderá ser verdade,
e o que eu sinto é realidade?.
Vem de longe, nos sonhos meus, um sopro do que fui eu,
Que em algum lugar morou você, mas que agora só posso dizer,
O quanto me fez sofrer.
Ficar longe de você foi minha pior sentença...
Eu não posso substituir você por uma lembrança.
Um suspiro não substitui um vendaval.
Você agora se torna lágrimas sem cor,
de um arco-íris sem amor, que esqueci de pintar.
Mas vem de longe...
Todo o meu esquecimento de você.

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(Visão ou sonho horrível?)
A cidade arde em chamas e explode,
Chama inconsolável que por vezes
faz parte de nossos medos internos.
Sinto cheiro de carne queimando...
Sinto o sangue descendo em todo o meu corpo.
Estou tão só, escavando os entulhos de minha alma,
que apenas é sobrevivente... e sinto...
Desespero, delírio e solidão.
Uma voz sussurra meu nome à distância,
como um eco rastejante.
Ela responde o silêncio de milha alma vadia,
fazendo-me morrer a cada instante.
Sinto o frio e o silêncio...
Sinto tudo que tanto neguei vindo em minha direção.
Sinto o medo do não Ter...
Acordei, e era só um sonho?.
Luziandro Hertel

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Contatus:
Msn: Hertelmagris@hotmail.com
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