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Salto alto no ego:  escrito em terça 28 outubro 2008 14:04


 

 

 

Salto alto no ego,

Beleza que dificulta

Saber quem a ama, quem se ama.


Menina código penal, arrasa quarteirão,

O que será de seu coração?


Suas passadas nas ruas chamam os olhos,

Carimba conceitos indevidos ao seu "eu"...

Você esta selada e sua inteligência ocultada.


O que são os seus desejos?...

O que quer para o seu coração?.


Eu sento neste meio fio,

A vejo passando louco para dizer o que o momento decifrar...

Mas a circunstâncias me levam a se calar.


E os que olham para você te devoram,

Gritam, estupram sua imagem em pensamentos e gestos...


E você infla os pulmões como se fosse gritar de alegria...

E eu que não lhe vejo em você singularidade


Penso:

Meu Deus, Quanta BOBAGEM!!!.

 

Luziandro Hertel Magris

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Ego

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


 

Nota: Para outros significados de Ego, ver Ego (desambiguação).

Ego é o centro da consciência inferior, diferente do Eu que é centro superior da consciência. O Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele. Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória.


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O Futuro Ninguém Vê:  escrito em terça 28 outubro 2008 13:19

http://www.fmft.net/too%20much%20work.JPG

Crescer e conquistar... Aonde queremos chegar?...

O futuro ninguém vê, não esta avistas dos olhos,
Não é uma janela, mas é um horizonte.
Toda criança necessita de outros olhos que lhe indiquem uma direção
Para que mantenha sua esperança.

E como homem, você mantém suas esperanças?...
Você tosse a sua lucidez,
É sufocante pensar,
Desfazer o nó.

Somos criaturas, nos calamos em gritos.
Acreditar ser criança, é voltar a crescer, aprender...
E aprendo a ser o que sou,

Um homem de idas e voltas,
De rumos e caminhos, com passos rápidos ou lentos...

E no espaço tempo, ter sempre a esperança para recomeçar,
E derrepente ser o que quiser,
sem ter medidas.

Luziandro Hertel Magris:


(Dedico aos meus amigos que sempre foram os grandes reponsáveis pelas minhas grandes mudanças e recomeços.)

 

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Mudar dentro das nossas possibilidades atuais

            É importante agir no nosso ritmo, no ritmo que nos é possível neste momento. Procuraremos estar atentos para aumentá-lo, para decidir, para agir, sem forçar as decisões, aceitando as idas e voltas, as hesitações que aparecem, tentando enfrentá-las e superá-las uma a uma.

            Vale a pena começar sempre pelo mais próximo, pelo mais fácil, pelo possível. As práticas na direção libertadora irão facilitando as etapas posteriores. Não vamos pensar em quão comprido vai ser o caminho. Podemos começar a a andar “step by step”, passo a passo, até onde hoje nos seja possível.

Fonte:

http://br.monografias.com/trabalhos906/como-realizar-mudancas/como-realizar-mudancas.shtml

 

O processo de mudança pessoal é provavelmente uma das tarefas mais difíceis de realizar pelo ser humano. Em geral as pessoas não estão totalmente satisfeitas com seus comportamentos, seja pessoal ou profissional, e encontram grandes dificuldades em realizar as mudanças necessárias. Há casos de condutas que gostaríamos de abandonar, mas continuamos a repeti-los compulsivamente, ou às vezes tentamos ser diferentes do que somos e ter comportamentos que não conseguimos. Em todas estas situações falta-nos uma estratégia para realizar as mudanças que precisamos.

Fonte:

http://br.monografias.com/trabalhos906/como-realizar-mudancas/como-realizar-mudancas.shtml

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Livro: Dragão Vermelho By Luziandro Hertel Magris  escrito em sexta 24 outubro 2008 19:33


 


Livro:
Dragão Vermelho:


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                                        (Aquem)


A espera de um quem conheça apenas
um pouco de minha espera...
Uma longa luz no fim do túnel...
de levantar morcegos, deixar comprimidos
e tomar vergonha na cara.
Se algum dia eu morrer, dirão:
Oh!!! Pobre coitado...
Oh!!! Grande covarde...
Mas quem por mim ira chorar de saudade?
Caminho apenas, e a cada movimento,
um arrepio, faz eco...

Vindo de um instante ainda não havido,
a vida correndo...

E eu vou. Pra onde mesmo?.

As hordas de lembranças... nostalgia,
Esta em tudo que ainda estamos ontem, agora.

A quem pertencerá meu instinto,
Meu sentimento,
Meu ato de livre vontade?.
A quem darei a metade de minha alma,
---- Este meu ato de liberdade...?.

Quem ira me abrasar na tristeza
deste mundo com afeto e amor?...
E quem ira dizer que passará
este momento angustiante,
e viverá o meu momento tão desejado,
que somente será mudo,
quando eu por ela for beijado?.

Ela que saberá meus gestos ocultos...
Ela que ouvira minhas palavras mais sinceras....
Ela que saberá o meu frio e sentirá meu calor.
Ela que dançará dentro de mim,
nos tornando para sempre,
Uma eterna unidade.
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                                                                       (Balanço de débitos e créditos)

Quero um canto pra encostar
Um lugar sem tempo, secreto, só meu.
Pra ficar sozinho,
Pra Ter um minuto de choro...
Daqueles que se chora atrás da porta.

Vou fechar para balanço interno,
Comparar débitos e créditos,
e ver se vale a pena viver,
Em um mundo de ser e Ter.

Terça feira

05/08/03

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(Desejo)

Eu te observo, mesmo que não saiba,
mesmo que não tenha vontade... deste saber.
Saber destes olhos caminhantes de um mais completo silêncio,
que te procuram, que te querem, para enxugar suas lagrimas.

E meu coração te pede, te suplica,
desperta em meu corpo sentimentos outrora esquecidos.
Um minuto basta para saber
se eu irei rir ou chorar...
Deste amor que estar difícil suportar.

Um olhar fixo, um minuto.
Tudo dói lá no fundo de mim...
E então dentro de um minuto
aqui você nasce para sempre,

E eu me calo, eu não sei...
As palavras fogem de mim,
escondem-se assim, indiferentes.

Luziandro Hertel
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(Dor)

Muitos anos em nossas dores ocultas,
Tempestades cheias de ilusões,
abismos de desamores.
Minha dor é Víbora, Dragão, cospe fogo no espirito,
Dragão alado, sobrevoa o coração.

De tudo em mim fica um pouco,
a nostalgia do amanhecer,
de um mundo de ser e Ter,
Aonde o amor não mais vale,
uma moeda de consideração.
Ai vem, mas um alguém,
para me dizer tudo de novo...
O juízo final... a dor.
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(Dragão Vermelho)DragãoPrincipal Do Livro

Voa alto nas alturas dentro de minha alma.
Palavras riscadas a lápis, um poema nasce com o bater de suas asas...
quem corresponde a sua baforada?
qual espada não o ferirá Dragão?

Dragão, quando pousas no rio,
tu faz suas águas transbordarem em meus olhos...
O que posso fazer eu contra ti, se tu és parte de mim?

Eu não sou dono de ti
Tua dona agora tem cabelos de sereia
Olhos castanhos cor de mel
Voz que me perturba a mente.

Dragão, porque morres sempre pela mesma espada?
Desista Dragão, seu coração hoje se encontra traspassado...
E eu?...
Não sei mais.

(Não dedico)
"Quando um homem não encontra a si mesmo, não encontra a nada"
(Goethe)

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(Estive andando...)

Estive andando por caminhos difíceis.
Eu não tenho tido sabedoria o suficiente para me livrar da dor,
É difícil saber agora aonde estou, para onde vou.

Os meus olhos se encontram vermelhos nesta estrada estranha...
Tudo porque você não esta aqui, tudo porque eu ainda não encontrei nada.
Eu ainda vou caminhar por aqui até que minhas pernas não agüentem mais,
e se eu não lhe encontrar, eles me chamarão de louco,
me punirão pela minha própria dor, e por suas próprias ignorância.

Você é inacreditável para muitos, mas eu ainda acredito em você...
Amor verdadeiro.

Você perdeu, eu perdi, nós perdemos... tudo que temos.
Você perdeu, eu perdi, nós perdemos... tudo que amamos...
Agora não sabemos para onde ir, não sabemos para onde vamos...
só sabemos que estamos aqui.

Esta é a estrada da vida, seca.
Não vou mais cair nos buracos... eu não gosto dos ratos.
O que vejo, eu não gosto de ver, mas mesmo assim tenho suportado o que tenho de ser...
Este Homem ido, que anda e anda nesta estrada qualquer.
Esta é a estrada da morte...

Amarga... seca... paladar da vida,
Que eu só espero não morrer de embriagues.
Esta estrada maluca que temos que passar...
Esta estrada maluca que temos que suportar.

Talvez em algum lugar desta estrada,
só uma vez eu possa dizer que fui amado e amei de verdade,
Então eu poderei morrer literalmente em meu estado febril e cansado.
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(Eu me sinto)

Coloco rosas machucadas e
Livros não lidos sobre minha mesa.
Se estou sozinho, o que é isso?...
Já não é presença, é lugar vazio...
É indefinido.
Eu me sinto escondido no largado
espaço escuro deste quarto.
As luzes do dia não iluminam os meus passos,
Já não ando pelos mesmos caminhos.
Me parece deserto o sentir,
pois ele se sente só, perto de você...
Já não sou a mesma pessoa.

Este tempo que passa na janela,
É cheio de saudades e lembranças...
Tudo isso é vida, e eu sou
o que vai resistindo ao tempo?.
Eu sou pedra vivente, chorando... eu sou cachoeira.
Eu partirei só?, e eu chegarei só?.
Tudo indefinido, pois eu me sinto errado,
Eu me sinto escondido.

Eu não sou tesouro de piratas,
Eu não sou ouro e nem prata...
Mas eu me sinto escondido de baixo deste mar indefinido
dos sentimentos seus, pois dele, eu não obtive resposta...
Somente uma pergunta...
Quem ira me encontrar?
Pois me sinto vazio.

Domingo, 4 de janeiro de 2004

Luziandro Hertel
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(Eu te amaria)

Eu te amaria, mesmo se estivesse suja,
Mesmo se estivesse cansada,
Mesmo se não estivesse nada.

Eu te acharia, mesmo sem recados ou pistas,
Mesmo se meus pensamentos estivessem embaçados,
Mesmo que eu não estivesse nada.

Mas eu dizia que te amaria, sim eu dizia,
E por um instante não sei mais o porquê,
Talves seja por nada...

Por nada Ter tido.

Luziandro Hertel
2003

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(Grito na chuva)

Várias lembranças passam em minha mente,
olhando a chuva caindo calmamente... isso vai Ter fim?.

Lembranças lindas de um tempo distante,
Olhando a chuva caindo neste instante,
E eu sei que isto não vai Ter fim...
Minha dor, sua dor, nossa dor,
Nossas lembranças...
Que fazem parte da vida.

É o meu e o seu grito numa chuva fria e solitária...
É o meu grito e o seu grito num lugar imaginário...

É o nosso amor jogado as traças...

É nossa confiança em quem não se pode confiar...
É somente um grito na chuva solitária da vida...
Nada mais.
Luziandro Hertel

"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
(William Shakespeare)
"O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.
(Balzac)"


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(NADA IMPORTA)
O relógio que não para...
DISSABORES DIÁRIOS...
Confrontos, aborrecimentos...
Que importa?...

Que importa o livro de poesias, estas palavras,
contatos de tantos beijos guardados,
expressões de sonhos, desabafos,
folhas caídas de esperança,
alguma luz da minha inteligência? ...
Que importa a geografia de minha alma?,
Que importa descrever o mundo
se é você que eu quero desvendar?
Que importa uma notícia boa,
se não será mais boa e sim uma desgraça
solitária de ganhar milhões e estar sozinho?
Que importa?!!!
Que posso fazer?

Que importa o tic-tac do tempo,
o cheiro das rosas, os sonhos do
espírito, se você não esta aqui?...
O que quero dizer é...
Que nada importa!!!.

Luziandro Hertel
Sábado, 7 de fevereiro de 2004
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( O caminho )

Já é quase noite.
Minha alma arde por uma coisa que não pode se ver,
somente tentar compreender, longe, nos breus.

Aqui está minha vida,
com um gosto que é amargo ao coração,
que mal posso vivência tudo que vai ou não
refletir em minha vida.

Já é quase hora de amanhecer...
E eu posso ver meu rosto refletido na água
do espelho da minha alma,
que não se parece com nada que eu sou de verdade,
mas sim uma dor que se reflete cheia de adeus.

Sei que posso ir há algum lugar sozinho,
mas não sei se sentirei dor, mas sei que terei que partir.

30-8-01
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(O menino em mim)

O menino em mim,
Já não tem roupas,
Sua comida é silêncio,
Sua espera uma interrogação.

Tão inseguro, sol que se encontra quente,
Correr em direção a uma sombra...
Mas não se chega.
em algum lugar.
Cérebro torturado...
Amor que se deixa deixado.

Coisas, essas "coisas", que duram um longo tempo...
Um tempo que não temos.
Nos bosques o menino vê a beleza das coisas,
Todas elas nos seus indevidos lugares...
Uma ignorância Humana, arrumar o que estamos perdendo.

Menino, cedo terás bons ventos?
Corpo inundando de felicidade?...
ou padecerá de ilusão?.

Sua mente se impacienta,
assim como o seu espírito.

Sim, talvez os mortos sejam melhores do que nós...
Por isso não voltaram de sua viagem?.
O menino em mim não quer se tornar uma lenda nesta noite.

O menino em mim não considera nenhum rei,
Ele não tem lei...
É criado, gera, transforma,
tudo em sua volta.
Respira, chora, grita... adormece.
Um dia vê a luz, outro dia sente a noite...
Para crescer e sentir-se maldito.
O menino em mim é dissidente e cheio de fome, frio... nada mas...
... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .
Luziandro Hertel
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(O meu amor)

Quando a chuva for embora,
as folhas das árvores gotejaram,
e a terra estará molhada,
e eu estarei aqui com a minha espera ansiosa do amor.
Nunca me esqueci de ser criança,
ainda sinto vontade de brincar na chuva
de sentir o cheiro da terra molhada,
de querer amar, sem esperar ser amado.

Eu troco o dinheiro e a cobiça,
para ser livre, ser a essência
de meu poema.
minha verdade,
minha justiça,
minha virtude...
Esta tudo em um pouco,
Um pouco que me deixaram,
Um tanto que deixei...
em cada um que amei.

Luziandro Hertel
Domingo, 13 de julho de 2003
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( O que eu sinto )

O que eu sinto é superior a inteligência
O que eu sinto é superior ao ego
O que eu sinto é superior ao material
O que eu sinto é superior a tudo...
Pois sem o amor,
o resto se desvanece.

"Onde há muito sentimento, a muita dor"
(Leonardo da Vinci)
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(Paciente)

Que eu seja esse morto paciente,
Morto que ouve uma canção,
Que deixa prisioneiro todas as dores do coração.

Vida...
Velho jardim mortuário de flores de morte,
onde a luz é pouca, e as vezes de uma completa escuridão.

Meu corpo... o dia,
Minha alma a noite, submersa em desejos.

Desce profundo os relâmpagos na minha alma,
palco de toda essa solidão.
Tempos extremos se passaram em claro,
para finalmente atingir seu mundo, seu canto e seu brilho,
minha razão de viver.

Sepultado aqui estou, esperando que você venha me ressuscitar,
me fazer levantar, me fazer enxergar, me fazer perder
a paciência de como as coisas estão... me fazer viver.

Você retirou a minha conformação...
Me sinto numa estação de incertezas,
aonde não sei, se é a morte ou um novo amanhecer.
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(Sapo)

Você pensa como eu,
Você sente as mesmas dores que eu,
Você fala de coisas que concordo...
Quantas e quantas vezes acordo,
pensando o quanto discordo.

Você sempre intende?
Você sempre concorda?
Você diz que sim, mas será verdade?
Tudo que penso e falo você também sente...
sente a mesma coisa!!!.

Você procura a minha mesma procura,
Você sente as mesmas dores que eu sinto...
Mas você não vê o que eu vejo.

Você procura alguém que sinta o mesmo...
Este alguém sou eu, mas você não vê,
porque esta cega para crer, que esse alguém
que ama tanto você, é simplesmente eu...
O sapo.

Luziandro Hertel
21-9-03

"Só se vê bem com os olhos do coração"

"O essencial é invisível aos olhos"
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(Seu nome)

Eu me sinto com mil anos de abandono,
Sem receber um só pedido da
minha razão ao meu coração.
Tudo esta na minha mente,
no espaço que vejo a frente...
e eu não calculo o assombro que me mira,
quando em meu coração inspira,
chamas e chamas novamente.

Mover-se pelos cantos,
Um respirar profundo me indispõe,
mas a cruz do amor em mim enaltece
um coração que já pensava não sentir...
o abraço e o beijo... o cheiro...
O cheiro cotidiano que muda.
Um sopro de vento que antes não pude percebe-lo,
Faz agora caminho em minha cabeça,
dizendo-me para não esquece-lo.
Tão fraca é a mortal carne, quando a vejo passar,
com sua graça despercebida...
de quebrar mais e mais, o meu nobre coração.

Fogo, fogo!!!... isso foi o que ele disse,
e a sua feliz batida enalteceu-se quando
em seu nome minha mente avisou.
Um pássaro sobrevoa em minha cabeça,
Lembrando-me seu nome,
Me fazendo perseguir os sonhos
que achava Ter perdido sentido.
Os livros mais intelectuais não podem descrever
o meu muito obrigado. Você é a única que pode segurar toda a minha vida
com seu consentimento, a única que pode obter a chave para o meu coração
e o livro para entender minha alma e o meu espirito.

Luziandro hertel:
Sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
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(Dedico a dedicada)

(Seus olhos)

Para os meus pés essa estrada não tem fim,
vivo a caçar, o caçador de mim.
Os olhos deixam de olhar para perto,
vão para longe, para poder encontrar algum
olhar sem adeus.

Ficaram no céu desta madrugada
Muitas estrelas que contei, e com nenhuma delas,
Tive a coragem de te comparar.
As estrelas não realizaram os meus pedidos
Quando na noite supliquei por tua voz.
Nenhuma delas mesmo assim, ouviu os meus gemidos...
Nenhuma das estrelas brilharam e tiveram pena do meu corpo
quando eu estive feito um caracol.
Deste tempo sem promessas eu provei verdades e mentiras...
e tudo o que eu sei, é que minha maior verdade consiste
no amor, em me superar a cada dia...
mas que não quero apostas para desafiar o meu viver.

Amanheceu...
E há alguma coisa linda no céu desta minha manhã.
Demorei demais para perceber, que você é esta estrela da manhã,
esse sol que me esquenta aqui dentro.

Você que vem ao meu encontro e que me cala no instante,
Eu admito... perdido eu agora me sinto,
Perante o seus olhos encontrados.

Luziandro Hertel
Domingo, 4 de abril de 2004
(Utopia)

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(Sinto falta)

Atração do beijo
Órbita brilhante de desejo
Dar vida Humana a divindade morta

Meu amor nesta vida é fúnebre
É apenas um grão
Que está junto ao meu corpo quente
Sem nenhum minuto de descanso.

Fúnebre vida...

Chove muito
Está embaçado
Chove muito
Meu nariz escorre
Chove muito
Punhal cravado na alma
Ao abandono do carinho
Meu coração não sabe de outra coisa.


"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite"
(Clarisse Lispector)

"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei"
(Tagore)
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(Sua dor)

Você, olhos não fixos, sempre tão longe...
Eu sei bem a dor que sente, e sei que ela vai ficar aí por
muito mais tempo que você planejou.
Eu deixei rosas em um vaso branco para lhe dizer que sei,

mas a água ficou vermelha.
Eu sei bem o porque, você é como elas...
Sangra pelos espinhos.

Você, sempre tão longe...
Eu sei aquela dor não tem saído.
Você, sempre tão longe...
Eu sei como é.
Subir do buraco é um começo,
Mas você só perde o controle
E se deixa olhar para o nada.
Eu deixei rosas vermelhas para lhe dizer te amo,
mas não sei se você percebeu.

Suas ocupações circulares não a
deixaram ver as pequenas coisas.
Suas dores tem sido desculpas do tempo, e eu
não sei mais o que fazer, a não ser deixar rosas brancas,
e um pedaço de papel branco, escrito... adeus.
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(Tempo)

Tempo perdido
Tempo esquecido
Que não volta mais.

Ficamos passivos,
de braços erguidos,
olhando para trás...

Vamos por caminhos iguais?.
Teremos “destinos” iguais?

Fechamos para ficarmos sozinhos tentando desatar um nó
que nunca se desfaz, e sempre querendo mais.

Luziandro Hertel
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(Tenho em mim)

Esta frio, meu casaco é meu peito
Que aquece o meu corpo e dá
aos meus olhos um mar infinito...
e muita febre a razão.

Porque o meu amor tem tanta presa
Se dessa presa, só, ele apenas obteve dor?...
---- Eu não sei não senhor!,
Se soubesse, tu sentirias tanta dor?!.

A boca de minha alma tem sede e frio como o deserto
E seja o que for, o seu estômago tem fome,
Ronca durante a noite e não me deixa dormir.
E quando durmo e por fim chega o amanhã,
rouba-me a realidade e me faz desejar a ilusão.

O que me enaltece, parece estar longe
E eu então, no anúncio da madrugada
Passo a noite de olhos abertos, fazendo doces de água e sal.


Tento por força, te dar ou não dar beijos na imaginação,
Tentando estar longe e alheio ao que sinto no coração,
Mas tu és “a onda que tanto bate até que fura”.
Tu, ó mulher que me és grega, tu faz o mar invadir os meus olhos,
que de desejos invadem o meu ser.

Num copo d’ água então passo a fazer tempestade,
Como uma criança fazendo pirraça,
Chorando por pensar que lhe
Roubaram... o que nunca obteve.
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(Tenho um amigo)

Tenho um amigo chamado “suicídio”.
Ele sempre esta conversando comigo
sobre coisas que jamais pensaria.
Ele vive me lembrando de coisas que não quero recordar.
A família dele é engraçada, nunca vi outra igual.

Sua prima vem sempre me ver,
Ela fica sempre me fazendo chorar.
Seu primo me faz mal, ele sempre vem quando
não tenho nada pra fazer...

Fica me dizendo que ama a sua prima, a “solidão”.
Até já escreveu o seu nome no meu caderno...

“Depressão e solidão”

A família do “suicídio” me surpreende as vezes,
Eles são muito unidos no que fazem,
e quase sempre fazem tudo juntos.

O pai dele fica sempre mandando recado que quer me ver...
mas sempre invento que tenho algo para fazer...
mas um dia irei visita-lo.

O “suicídio” disse que seu pai tá aborrecido comigo,
por que eu sempre o chamo pelo apelido, não pelo nome.
O nome dele é “Morte”,
achei que ficaria melhor se eu o chamasse de “destino”.

Luziandro Hertel
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(Tudo permanece)

O que me limita tanto assim, que me sufoca?.
Meus sentimentos revelam rachaduras,
quebrando e sangrando todo o meu coração

O rastejar do tempo durante os dias estão me rasgando por dentro,
E eu não encontro nenhuma resposta, somente mentiras amargas.
Eu sei o sentindo da perda... eu já ouvi sua voz, eu já senti o seu controle,
Os deslizes que causa a minha razão, causando-me indisposição.

Eu conheço o assassino...
Eu provo de seu veneno.

Sem nenhuma resposta, eu sei, eu sinto... somente mentiras amargas.

Quem pode abafar a tortura de minha alma?
Só se pode contar o que os meus olhos dizem…
para sempre dormir... nada mais.

Luziandro hertel
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(Vem de longe)

Seus pensamentos para mim são nuvens no céu,
Nas raízes dos meus sonhos, são apenas lágrimas de mel.
Nos sonhos ninguém sabe o que poderá ser verdade,
e o que eu sinto é realidade?.
Vem de longe, nos sonhos meus, um sopro do que fui eu,
Que em algum lugar morou você, mas que agora só posso dizer,
O quanto me fez sofrer.
Ficar longe de você foi minha pior sentença...
Eu não posso substituir você por uma lembrança.
Um suspiro não substitui um vendaval.
Você agora se torna lágrimas sem cor,
de um arco-íris sem amor, que esqueci de pintar.
Mas vem de longe...
Todo o meu esquecimento de você.
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(Visão ou sonho horrível?)

A cidade arde em chamas e explode,
Chama inconsolável que por vezes
faz parte de nossos medos internos.
Sinto cheiro de carne queimando...
Sinto o sangue descendo em todo o meu corpo.
Estou tão só, escavando os entulhos de minha alma,
que apenas é sobrevivente... e sinto...
Desespero, delírio e solidão.
Uma voz sussurra meu nome à distância,
como um eco rastejante.
Ela responde o silêncio de milha alma vadia,
fazendo-me morrer a cada instante.
Sinto o frio e o silêncio...
Sinto tudo que tanto neguei vindo em minha direção.
Sinto o medo do não Ter...
Acordei, e era só um sonho?.

Luziandro Hertel
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Dragão

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Livro: Nuvens Negras By Luziandro Hertel Magris  escrito em sexta 24 outubro 2008 19:29

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(A morte da árvore)

O vento sopra forte, folhas secas caem
das árvores se espalhando pelo chão molhado,
Aonde a agonia do calor
reinava antes da chuva chegar.

É noite de lua cheia,
Seu valor é impresso no universo inteiro,
Nas poesias que nascem mudas
em bocas de poetas.
Poetas de falar verdades e mentiras,
de dar vida às sombras,
de subverter velhas regras.

Sou apenas um Homem...
tudo depende do momento...
e agora, sou apenas uma criança,
que às vezes se esquece de o ser...

Sou apenas um poeta numa mesa de bar,
Bebendo a ultima bebida da noite,
com um mundo começando a girar em meus olhos,
dando vida novamente a um lápis,

que numa selva nasceu e morreu,
sobre terra molhada,
com vento que soprava forte,
com folhas verdes caindo ao chão,
a uma ignorância humana.

Luziandro Hertel
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(Alma Jovem e Solitária)

Não sou e nem serei jamais o que sonhei,
Traço minha vida com os olhos fechados,
Com um profundo desgosto, em luto a minha fantasia,
Cheia de medo do que existe perdido a minha visão sonhadora.

Não sei eu o que há dentro de mim
Mas sei que existe outros que não este eu,
Assim, nebuloso.

Tenho obsessão por vingar-me desta realidade febril
Que destroi a minha paixão, oferece-me grande incerteza...
Estarei eu acordado? O que serei eu?

ÓH!!! Alma sonhadora que deseja saciar os seu desejos,
Não sei a força que te move, que me arrasta pelo anseio
Da poesia de alma jovem e solitária, perdida em seus pormenores
Mais íntimos, despida por mãos pervertidas invisíveis,
que a deixa largada, sem o que mais roga.

Luziandro Hertel
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(Andando pesadamente eu vou)

Andando pesadamente pelas ruas eu vou,
Fumando cigarros desesperados,
Esquecido de frases bonitas e promessas carinhosas...
Nunca compridas.

O relógio lembra-me o tempo...
Pedaços de mim deixados nas esquinas
De bons dias boa tardes e boa noites.

Começa então a chover.
Pessoas correm, se escondem como ratos
E os ratos não, saem pelas ruas aventureiros
roendo cada instante a ermo.

E eu só nesta chuva, me ocupo neste instante a poesia.
Sobre papel branco escrevo...
Esquecido de frases bonitas.

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(Cadáver (Morto Vivo)).

Seus passos apodrecem em minha memória,
Não andam mais pelos meus pensamentos.
Eu enterro meus mortos em cova profunda,
E sinto eu, que tu estas em meu novo terreno
minha pequena desemoção.

Eu não quero semear dores em meu peito,
Eu não quero sentir nascer o que não será cuidado...
E sentir isso morrer com minha razão.
E depois, ver-me no espelho como um cadáver,
Desligar a TV e ir dormir.

E eu sei que mais uma vez,
A guerra interior me fará cicatriz,
E o cadáver mais uma vez
ficará perambulando por ai.

Luziandro Hertel
Terça-feira, 20 de janeiro de 2004
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(Choro)

Sou sem fim, sem causa,
Pressa, ou passado que queira invocar...
de alma pouco usada.

Quando criança achava que o amor faria- me alguém
E que um dia também, um alguém me daria o seu amor.
Não entendo como o tempo sempre me tentou mudar,
E como desse tempo eu me perdi.

Não entendo, pois foi por várias vezes que eu entreguei
o meu amor, e destas entregas só ouve dores,
Trapos, lembranças que com o tempo me esqueci de invocar.

Me deixo submerso, com pensamentos
que me levam em direção as profundezas da alma,
que por um acaso ou falta de caso,
Ataca os meus olhos,
que de desejos molham meu rosto.

Luziandro Hertel
2003

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(Diabólico amor)

Diabólico amor, oprime-me a alma com peso,
Perfura-me o peito a espera.
Momentos mostram o cemitério em mim deixado,
Cheio de cavernas por todos os lados... um desânimo negro.

A morte desgraçada no peito,
O coração que não para de rogar,
O dia que passa num tormento já conhecido,
A espera da essência que se sente perdida,
Que terá a sua sentença estendida... na morte e ilusão.

Arrasto minha alma pelos cabelos
Mostro-lhe, ela vê, mas não diz... consente.

Sou uma alma sofrida, por muitas vezes esquecida,
Não germino como semente,
pois não encontrei o seio da amada,
o sol da minha eterna alma... estilhaçada e sofrida.

Não chores, oh! Alma perdida sem ser achada
Não chores a falta de chuva.

Sobre a escuridão da sala escura, confuso,
Sento-me no chão, não vivendo...
apenas existindo.

Luziandro Hertel
Sábado, 26 de junho de 2004

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(Dizer)

Há um caminho que não esse
Quando nós, os de agora
Não irão desejar outro caminho
Que não este:

Um caminho com pontes e atitudes
Construindo um lugar sem gritar
independência ou morte
Sem pensar na morte da bezerra
Um programa digno de quem não
Descobriu nada melhor pra fazer.

Parece incrível que eu tenha dito isso
Seria mais incrível se eu dissesse
Que o amor não tem interesse algum
Meninazinha de alma pura, limpa
De laço de fita vermelha prendendo os cabelos.
Melhor ainda...
Dizer é claro, e eu também acho
Que a vida é bela apesar de tudo,
Com uma esperança de mil realizações,
De sonhos e promessas atrasadas.

Luziandro Hertel:
2003
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(Dores)

Estou no meu quarto contemplando
as ruínas dos amores que tive.
Ando até a janela e fixo os meus olhos nesta
cidade gelada... e não vejo nada.
Com um respirar de um instante,
tento me contentar com um copo de angústia
e um cigarro que me diz pigarro... e fico
pensando neste mundo de descalços.

Como um Arqueólogo,
tento reunir os meus fragmentos deixados para traz,
tentando reviver o que me faz um
Homem que adia o ponto final,
que faz de sua virgula, mais um recomeço suportável.

Penso... sinto...esqueço-me...
Existo?.

"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
(William Shakespeare)
“A vida é o maior passa tempo que existe”
Luziandro Hertel
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(Embriagado No Instante)

Lagos calmos, assim eles estão hoje.
Se minha alma, que agora o que sente me mata,
fosse o vento que lá fora sopra, os lagos
estariam assim: destruídos e secos.

Onde se debruçaram os meus anseios?
Pois agora eu não os entendo em mim.
Que fome é essa que me devora o peito?
Que procura!!!...
Pois procurei, e só, me iludi.

Como um copo d’ água caindo ao chão,
Eu sinto a vida ir-se embora, os desejos que outrora
Faziam-me sentir vivo.

E neste instante enquanto a poeira baixa,
Deixa-me chorar um pouquinho...
Pois hoje o oceano esta em meus olhos,
E a noite em minha alma vadia...
Pois eu sou aquele que se embriagou no instante.

Luziandro Hertel

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(Eu não sei)

Não escalei montanhas, não desci por rios caudalosos,
Nem mesmo voei por entre as nuvens...
Apenas sobrevivi às dores dos meus sentimentos,
que por vezes me esfaqueia, me deixa doente,
mas me faz acreditar que o coração aqui dentro ainda esta vivo.

Tenho vida, vou vivendo de sonhos e utopias,
Gastando o meu tempo, sem esperar troco,
Cálculos ou equações, sem lei...
um poeta dissidente.

Vou escrevendo fantasias,
transitando em caminhos transitados.
Espermatozóide, homem sem lei,
criatura registrada em cartório...
duro de ser entendido.

Obrigado, mas não importa o que você diga...
Hoje a música é minha companheira, o violão meu amigo...
e a poesia vem caminhando em silêncio,
chega pertinho, inspira o meu coração.
Vou vivendo assim, sem saber...
O que é a vida?...
Da poesia me veio a resposta:
---- Eu não sei, eu sinto... muito.
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(Formação)

Na noite a lua brilha como a rainha das trevas,
Iluminando o escurecer dos becos, onde a escuridão esconderia um corpo de um infortunado, sem sonhos,
Sem causa... sem desejos.

O cheiro da rua condena-lhe a alma.
Olhares frios periféricos de quem finge não ver,
Causa-lhe fúria, e
Sem alimento e com frio, ele segue...
desacreditado na própria alma.

E ele se torna assassino da razão e do senso comum...
E se torna ladrão...
E se torna assassino...
E se torna por fim, num animal enjaulado.

Luziandro Hertel
2004
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(Há sempre um jeito)

Você se consola em quê?
Você encontrou o que consola?
Calou-se porque sentiu?... e sentiu o quê?.

É em instantes assim
Que nos descobrimos...
De que vale o medo, se não temos a quem recorrer?

De que vale o silêncio da noite,
Se toda as manhãs se repete a mesma coisa...
Sempre o mesmo lugar,
Sempre o mesmo lema da semana passada...
Ocupado por uma figura Humana.

Há sempre um jeito para tudo,
Mesmo quando a noite vira dia,
E o dia torna-se noite...
E minha vida deseja a morte.

30 de novembro de 2003
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(Leva Vencido)

Procuro o esquecimento para não tornar
Amargo os sentimentos, sentimentos teus
Que se transformaram em versos,
Que em meio a tantas coisas, transformaram-se
Em sementes sobre o papel branco.

E sei bem eu, sem nenhuma palavra ou gesto,
Que o que plantei foi somente dúvidas
nesta terra de pedaços de vida.

E coloco agora minhas mãos
decepcionadas por sobre suas terras,
onde germina o meu Dragão vermelho
Ferido sem nenhum caminho aberto para voar,
sonhando apenas com o silêncio de todas as palavras,
que em fim, no sumo da dor,
Leva vencido o meu amor,
sem mais nenhuma palavra de valor.

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(Maldita terra)

Vivo e não sei se vivo.
Maldita doença malvada,
de querer e não pode.

Perdi em mim as frases bonitas
que clandestinamente amorosas me vinha antigamente.
Em terreno de sonhos, de céu salpicado de estrelas
Deve talvez viver o meu amor, pois desta terra,
Só, vejo e sinto a dor.
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(Morte)

Somente as suas mãos me são pacificadoras,
E com elas, eu seria capaz de dar a vida um
romantismo que não existe, e o que existe
descobriria por debaixo dos lençóis.

Mas tudo agora parece tão escuro,
Tão absurdo, me sinto surdo,
e já não vejo nada que existe por de traz das
portas entreabertas...
será medo de abri-las por completo?

Brutalidade é esta realidade
E martírio é a ilusão de te amar.
Cansei de florear estes meus campos secos,
Desérticos, sem horizonte...
Agora só, me resta o “nada mas”,
e só, espero o que sempre morrerá.

Luziandro Hertel
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(Nesta noite)

Estou na cidade grande, em sua noite iluminada,
por entre objetos confusos, o mundo e todas as suas coisas.
As horas loucas passam por mim, assim, tão livres e soltas.
Na vasta escuridão desta noite, eu sou mau dito, filho da perdição...
e já não quero mais pensar, pois neste dia,
As nuvens se amontoam em minha cabeça,
Raios atingem meu tórax, e a chuva vem em meus olhos.
E dolorosamente beijo a solidão e
intoxico a minha razão.

E nesta noite, se me veres sorrindo
neste momento doloroso, podes crer que estou fingindo...
Sorrio pra não chorar.

Então amigo...
Deixa a dor seguir sua trilha,
e por favor, avise a ela que me levai junto se puder.
Mas se essa dor que crucia não me levar vencido,
Eu ficarei aqui sentado nas escadas procurando alguma coisa,
lembrando o meu passado.

Pois talvez aqui sentado nas escadas eu consiga pensar
num jeito de viver sem ser e ter o que agarrar.
Mas agora pouco me importa
os vários sentidos da vida,
se eu não tenho o que mais desejo.
Apenas fico aqui sentado nas escadas,
repetindo as mesmas palavras de reza desatinada
que pus a cantarolar para noite.

Luziandro Hertel Terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
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(Nós, coisas de Deus?).

Venda sobre os olhos
Amarras no pescoço
Surdos e sem voz...
Essas são as coisas de Deus.

Enevoada e prisioneira alma,
Quanta desgraça, veja!...
Passa por minha cabeça e dói.

Tudo é dever ou um furto?
Tudo é futuro ou passado?...
Tudo é tudo e nada.

Há anos estou aqui, para quê?.
Essa luz doentia que oscila no teto,
Essas horas que me parecem trapos...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Pelo direito de nascer, nasço.
A mão me obedece, batizo com
Vodk essas coisas de Deus...

E por fim... me torno um ateu.

Luziandro Hertel
2004
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(Novo enterro)

É triste pensar no que já morreu...
Ou quer se fazer de morto,
para não ressuscitar todos os sons,
cores, perfumes... lágrimas.

Sinto cheiro de ressurreição
Nesta chuva de novembro.
E é triste.

A praia solitária me fez lembrar,
o ato consumado do enterro.
O cansaço do amor se faz rasteiro
Ao desejo, libertando da sela o ego,
libertando a morte, quando já se pensa
que a morta esta ressuscitando...
dar-lhe um tiro na cabeça.

Luziandro Hertel
Domingo, 5 de outubro de 2003
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(O desejo das rosas)

Ontem a noite eu vi um passarinho,
Era feio, sem formosura, sem jeito pra voar.

Era um Beija flor, angustiado e inquieto.
Pulava incoerente sem “poder” voar.
A imagem era afetação para qualquer olhar.

Era um beija flor triste, olhando qualquer coisa
Na escuridão, descobri que era por uma rosa
Que batia o seu coração...

Pobre beija flor pensei,
senti sua dor... que me era tão incomum.
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(O meu amor)

Nesta noite eu penso no amor
beijando os seus porquês,
regada a vódk, lágrimas e arrepios.

Sou vaga-lume, de interior como lâmpada
Do sentir apagada
Vezes sentir queimada.

Penso no amor
Dele apenas sei poucos metros
E além disso, é um inferno,
Corrói o eu, devora, nunca termina.

Essa dor que crucia como o mar
Já foi embalada por sonhos
De tentar acreditar, que as nuvens eram de algodão
Mas, como algo banal o meu amor,
Por tantas vezes foi apagado...
Me faz vir a tona a impressão de que viver é assim
---- nada mais.
Autor: Luziandro Hertel

"Neste mundo nada nos torna necessários, a não ser o amor." (Goethe)
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(O mundo... o jardim)

As flores mais belas caem ao chão,
E todas elas na mesma repetição...
Murchar e morrer.

E eu pequeno beija flor, observo cheio de dor,
Tentando encontrar o meu amor, toda essa morte
Sem sentido, tentando encontrar abrigo,
Debaixo de uma árvore de abricoteiro.

E vejo todos procurando o que se pode ser Deus,
Procurando até mesmo por de baixo do nariz,
Enterrando o que não se sente abertamente,
Para acabar fedendo, fingindo alegremente,
Empurrando a vida que não se vive,
E sim consente...
A morte.

Mundo, jardim imundo
Paraíso esquecido.

Luziandro Hertel
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(O que impera)

Minha imagem... olho sobre tela da vida,
Uma criatura com incógnitas...
De querer saber o que impera em seu interior.
Será momentos de sonhos arrebatados?.
Os olhos que deixam de olhar, e a vida que continua...
E eu contínuo vencendo a distância
desta estrada... nada
--- mas, eu sei o que impera.

Eu queria enxergar a linha do infinito,
Para encontrar outros olhos com a mesma ambição
desta vontade febril, e não mais sentir o não mais.

Renovo tempo...
amanheceu este dia menino, jovem e tão cruel...
e eu continuo a dar voltas e voltas,
sem água e sem palavras para definir o apelo.
O vento continua a bater em meu rosto,
Nos dias, nas tardes...
e quando morro todas as noites,
Sem você.

Luziandro Hertel
16 de fevereiro de 2004
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(O que me resta)

Eu não lhe sei a cor dos olhos
Eu não lhe sei o nome
Eu não lhe sei a procedência
Eu não lhe sei o perfume...
Muito menos o anseio de sua alma.

Queria eu saber o cheiro de sua carne desconhecida,
Afagar os seus cabelos...
Dizer o seu nome...ouvir os seus lamentos me chamarem,
Sentir o seu perfume.
(Pausa)
Eu vi teus olhos...
Eu ouvi teu nome...
Eu senti seu perfume...
Seu anseio era eu...
E então antes do fim, mordi sua carne
E ela me era conhecida, registrada em cartório...
(Pausa)
e depois
Esqueci-me dos seus olhos,
de seu nome, de seu perfume,
de sua carne, de seus cabelos...

Mas lhe sei a procedência...
era somente um sonho.
Agora sim vivo em tormento, estou acordado...
agora é tudo o que me resta.

Luziandro Hertel Segunda-feira, 28 de junho de 2004
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(O que resta?)

Na ânsia de não estar em mim
Imagino-me em sua alma,
E teço agora o meu ritmo de escombros...
Voltarei eu com sua cede?

Sinto despaixão, que torna rude os meus passos,
Gera-me cansaço, aos gestos do andar desta amargura.
Me sinto errado e sem possibilidades,
Morto sou eu ao seu atentamento.

Meus gestos estão se tornando entristecidos
Apodrecendo os meus pensamentos amorosos
A cada vez que o que era, se torna o não ter sido...
E não me resta o que nunca foi havido.

Luziandro Hertel
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(Razão)

Não é nenhum segredo,
Nós somos Homens derramando
suor pelo deserto... já estamos cansados,
e não vemos a chuva...
nós somos uma real visão?.

Nós nos mantemos mornos em noites frias,
Em nosso triângulo de carne.
Vida, um sonho ruim?
Um sonho ruim... Meu pesadelo...
Eu morto, debaixo de um céu vermelho,
Ossos empilhados por todo lugar...
Tudo porque eu não vejo mais razão.

Se eu não tenho nada em meu coração,
Então o que será do que esta em
minha cabeça?...
Logo penso, e não existo.

Luziandro hertel
Quinta-feira, 25 de dezembro de 2003
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(Reflexão De Horas Mortas)

Em uma reflexão de horas já mortas,
Desejei escrever uma poesia retirada do momento.
Senti verdadeiramente o sentimento das palavras morrendo
Pelo passado, mas as palavras não morreram como o sentimento...
Ficaram como Fotografia das horas de meu tempo.
Eu talvez jamais tivesse desejado escrever como palavra fotográfica,
Registrada, escrita com alma, mais o sentimento ladra como um cão,
Nas horas mortas da reflexão.
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(Reis do nada)

Ratos nos escombros,
O silêncio denuncia.

O sentimento pula,
de árvore em árvore,
morde a maçã.

O sarcasmo bate o meu rosto,
Sarcasmo sincero, zomba os hipócritas,
Reis da substância sombra.

Eles dizem amem
Eles dizem tudo bem.

Eles não comem, talvez mordem,
E a maçã apodrece...
Fingem, na verdade fogem...
De uma outra verdade.
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(Rosa Sangue)

Em meu coração, uma rosa.
Rosa que habita emoções,
onde tudo fica um pouco...
cantando a vida, a morte e a prisão.

Tudo fica um pouco... despenhadeiro do sentir,
Mais nada: O tempo flui, diz mistério dentro...
Não vivendo... apenas existindo.

Rosa sangrando...
Tesouro de minha alma...
Navegando por imenso mar.
Toda criação, Eva seduziu Adão,
Alguém aí, seduz o meu coração?.
Rosa jogada em chão frio,
esperando outra que a segure na mão,
Fazer dela toda a criação.

Despetalada rosa, jogada em cova rasa,
Partindo emoções em várias...
Transformando minha Vitalidade.

Quero o contato da leve Brisa...
Pois sonhei com flores, recebi dores.
Meu espirito... dormir...
Sol quente, lua ardente.
Minha Rosa... seca?.
Sepultada no sentir do amor...
Ressuscitarás?...
Assim ela espera a chuva.
Domingo, 30 de novembro de 2003
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(Seria fácil amar-te)

Seria fácil amar-te nos meus braços
se não houvessem tantos muros entre nós.
Se não existisse a herança que destroi,
Que em berço nasce e nos consome a alma.

Sou enfeitiçado, sofro o efeito desta cultura desgostosa,
Que a meu sabor és amarga...
E com isso vou perdendo a vontade de viver.

Em meus olhos castanhos tortos sinto a chuva,
E em meu interior o deserto...
Durante o dia um calor infernal
Durante a noite um frio colossal...

E penso eu perdendo as esperanças,
Que a verdade possa ser uma miragem,
Fazendo-me chegar na mais amarga sentença...
A ilusão e a ausência.

Seria fácil amar-te...
Mas só seria.

Luziandro Hertel

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(Tenho em mim)

Esta frio, meu casaco é meu peito
Que aquece o meu corpo e dá
aos meus olhos um mar infinito...
e muita febre a razão.

Porque o meu amor tem tanta presa
Se dessa presa, só, ele apenas obteve dor?...
---- Eu não sei não senhor!,
Se soubesse, tu sentirias tanta dor?!.

A boca de minha alma tem sede e frio como o deserto
E seja o que for, o seu estômago tem fome,
Ronca durante a noite e não me deixa dormir.
E quando durmo e por fim chega o amanhã,
rouba-me a realidade e me faz desejar a ilusão.

O que me enaltece, parece estar longe
E eu então, no anúncio da madrugada
Passo a noite de olhos abertos, fazendo doces de água e sal.
Tento por força, te dar ou não dar beijos na imaginação,
Tentando estar longe e alheio ao que sinto no coração,
Mas tu és “a onda que tanto bate até que fura”.
Tu, ó mulher que me és grega, tu faz o mar invadir os meus olhos,
que de desejos invadem o meu ser.
Num copo d’ água então passo a fazer tempestade,
Como uma criança fazendo pirraça,
Chorando por pensar que lhe
Roubaram... o que nunca obteve.

Luziandro Hertel
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(Um mendigo)

Um mendigo anda pelas estradas,
Dono de místicos cansaços,
beijando aqueles que a sorte lhe destinan,
tendo como tudo a si mesmo.

E a vida é recordar...
E a vida é sentir...
Os sonhos que sonhou noutras idades.
E em suas mãos um coração doente,
Com uma mágoa sentida que cega à vontade...

De recordar...
De sentir.

Mais ainda assim, quer bem a tudo,
E a toda essa gente que traz em suas mãos
o esquecimento.

Veste como roupa à terra inteira,
sem sequer saber se
Deseja viver ou morrer.

Luziandro Hertel
2004
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(Vagar)

Uma alma vaga por aí ai
Vem de um passado de incertezas
Andando em meio à neblina do sentir
Que no subconsciente diz o verbo morrer
E o seu “eu”, sempre uma procura.

Uma parte querendo asa
Querendo apagar o risco, livrar-se de quem é,
Com muitas idéias, e seja lá com que vontades.

Expressões na face...
Cuidar dos sorrisos...
Expressões do oculto...
Que muitos olhos não podem ver.

Seus sentimentos,
Idiomas que não fala,
Som que faz lembrar
Oceano de lugares e gentes.

Tentar sempre reconstituir o sentir interior,
Do bem de mais valor, amor,
Dando o seu “eu” sempre como ultimo,
Embalado como presente de porcelana,
Barquinho de palha em oceano feroz,
que se acaba sem leme, ao sabor de seu naufrágio.
Sua alma pavorosamente sempre se sente triste,
Às margens de uma cidade perdida.
Domingo, 24 de agosto de 2003
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(Vida e morte)

Donde esta o encanto desta vida que não vejo?
Estará ela encostada em alguma esquina solitária?
Pois se passou por mim, não pude ver o seu lume.

Hó!!! coração, órgão pagão, sinto que tu estas sendo
Devorado pelos Chacais desta vida triste, atirando-me
No silêncio antes que eu pudesse perceber
o escurecer do horizonte.

E fico agora mergulhado nesta lua negra,
que nua, me serve de inspiração,
Dando-me vida ao menos por alguns segundos mortais,
e a imortalidade a palavra sentida...
sendo ela a minha própria vida?

A minha língua percorre agora ao corpo das palavras,
Lambendo-as como um corpo de mulher virgem,
Gritando loucuras aonde não há som.
E vivo?...
Talvez morro.

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